[Diagramação] A Importância do Grid

Depois que fizemos o catálogo da Unilever desejei compartilhar meu carinho pelo grid aqui no blog. Eu poderia falar muitas coisas sobre o assunto, mas para não gastar tudo de uma vez, escolhi começar pelo começo. Você sabe para que serve o grid? Descubra agora!


Grid? Pra que serve isso?

Sabemos que a arte da diagramação é, no geral, quase matemática. Não se diagrama uma página dispondo os elementos de forma aleatória. Em uma estante, as prateleiras ajudam a separar os livros, para que eles não pareçam amontoados e tenham um mínimo de harmonia visual. Do mesmo modo, se é preciso organizar as informações e as imagens em um determinado espaço é necessário ter parâmetros e referências para essa organização.

Na editoração eletrônica, ou diagramação, quando vamos organizar os elementos em uma ou várias páginas, utilizamos o grid, a “prateleira” do nosso trabalho. Ele é dividido em linhas e colunas que irão servir de referência para a utilização do espaço de forma a facilitar o trabalho de diagramação e possibilitar combinações e composições de elementos, deixando cada página organizada e mantendo a unidade visual do projeto gráfico.

Socoooorro! Olha o grid ali!

Primeiro: O grid não é um monstro. Segundo: ele é seu amigo! Você sabia que definir um grid te ajuda a não cair nas garras da página em branco? Agora que vocês já foram apresentados é preciso te ensinar mais uma coisa. O grid não é seu chefe. Ele é seu assistente. Ele vai estar lá quando você tiver dúvidas sobre onde colocar uma imagem, sobre como distribuir os blocos de texto. Ele é flexível! Ele não diz: “olha, amigo diagramador, você só pode colocar imagens nesse espaço aqui, viu?”, ele apenas te sugere: “é melhor você não colar esse texto naquele, porque vai ficar ilegível. As pessoas precisam de áreas de descanso, porque os olhos entendem muita informação colada como se fosse um monte de lixo.”.

Ou seja, o grid vai te mostrar as milhares de possibilidades e combinações possíveis de composição de uma página sem que o seu livro, revista, folder ou outro produto pareça um Frankenstein. É como os filhos de uma mesma família: Você reconhece que eles são irmãos, que têm o mesmo material genético, mas cada página pode ter a sua personalidade, o seu caráter, a sua roupa e seus atributos físicos.

Devemos entender o grid, portanto, não como limitação, mas como um guia. Um prédio pode ter vários andares, mas a cobertura é sempre diferenciada, os andares inferiores podem ter varandas… Ainda assim, cada morador mobilia e decora seu apartamento de acordo com o seu bom (ou mau) gosto. Se o grid te oferece a estrutura de uma organização funcional é a sua criatividade o que vai tornar cada bloco de informações interessante e atrativo. O leitor quer explorar cada página com os olhos como se estivesse vendo uma paisagem única. Lembre-se disto!

Tá… Mas como eu configuro um grid?

Para aprender a fazer bem feito é preciso observar e entender como e por quê as coisas são feitas. Você consegue identificar o grid utilizado em uma página ou publicação?

Enquanto não ensinamos a configurar um grid no InDesign CS5, aproveite para fixar os conhecimentos adquiridos. Veja as apresentações do slideshare, analise as páginas de revistas, livros, encartes e publicações e tente identificar como o grid foi utilizado. Isto vai ser de grande utilidade para que você, antes de configurar um grid, saiba qual é o tipo de grid que se adéqua melhor a cada projeto gráfico.

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Cartaz – E agora?

É comum aparecer uma maré de interrogações na cabeça quando vamos fazer um cartaz. Muita informação, muita imagem, pouco espaço… e agora?

Algumas dicas podem ajudar a resolver:

Cartazes quase nunca serão minimalistas… Exceto cartazes de filme, que geralmente agrupam grande quantidade de informação em letras pequenas na base da arte… veja bem: GERALMENTE! (lembre-se: Inovar é preciso e necessário, desde que racionalmente!)

Selecionando as informações principais

Embora o cartaz ao lado tenha uma quantidade média de informações, ainda assim costuma ser difícil conciliar a disposição delas, dando o devido valor as mais importantes.

Primeiro pese o que precisa ter maior destaque:

Nome do evento, empresa que está realizando o evento, data, banda, artista ou atração principal.

Essas informações aparecerão em destaque, juntamente com as imagens que ligam a ela. No caso do nosso cartaz, o foco era a banda Claro Enigma. Escolhemos centralizar a foto da banda no cartaz e diagramar os outros elementos ao redor.

Informações secundárias

Informações secundárias são aquelas que vem em menor destaque, menor tamanho e em cores um pouco mais chamativas para, mesmo sendo menores, atraírem a atenção do leitor.

Seriam elas outras bandas ou eventos (no nosso caso, o DJ), promoções, valores, informações especificas e que são necessárias.

Essas informações, geralmente, aparecem na parte inferior do cartaz, em tamanho menor e fontes mais sólidas.

Outras informações

Textos como Postos de vendas, apoio, patrocinadores, aparecem com menor destaque. São praticamente dados fixos, que precisam constar e que não precisam funcionar como “chamariz”. São notícias que se vendem por si só, que serão de interesse do leitor. Alguns clientes te pedirão para colocar o apoio ou patrocinador em maior destaque, mas isso varia de acordo da participação do mesmo no evento, se é expressiva ou nem tanto… se é um apoio extremamente importante ou exigente.

Suas Informações pessoais

Agora vem as menores letras do cartaz. Não que não tenham importância, mas que serão procuradas apenas pelas pessoas que realmente procuram aquela informação. Isso não quer dizer que em um cartaz A2 você irá colocar uma letra Arial 3pt para o nome e os dados da agencia de eventos! Lembre-se: Bom senso é algo fundamental!

Uma dica é não passar do tamanho 24. O que irá mandar na fonte é o tamanho do cartaz.

Não se esqueça de se promover! Colocar sua logomarca e seu contato é importante… É uma forma de fazer o seu merchan e divulgar seu trabalho! Mas é claro que você não colocará seus dados maior do que os do seu cliente, né?!?!

Não se assuste se encontrar clientes que falem “o que é isso???” quando lerem o seu humilde numerozinho ao lado da arte! Existem sim clientes assim…

A Impressão…

O ultimo e que, na grande maioria das vezes, gera muitas dores de cabeça para o designer e o cliente é a impressão. Escolha uma gráfica de qualidade. Não adianta escolher a que tem o “precinho camarada” e a qualidade sai meia boca. Isso vale também para os nossos senhores clientes!

O preço nem sempre é o diferencial, caros amigos!

Você é o que você vende! Se você paga pouco por um material bem feito é perfeito! Porém, abrir mão da qualidade em função do preço (que geralmente tem pequena diferença) é abrir mão do seu cliente!

Outras informações

Evite fazer cartazes com gramatura menor que 120 gr. Gramaturas menores dificultaram o manusei e terão uma durabilidade muito menor.

Evite usar fontes serifadas. Elas dificultam a leitura rápida.

Use cores! Elas são válidas e vão te ajudar a dividir e qualificar as informações! Mas com bom senso, ok?

É sempre válido consultar outros cartazes. Não estou incentivando a cópia, mas acredito que todos os designers que se prezam tem uma bagagem visual boa!

No mais é isso! Mais duvidas: mitofreela@gmail.com!

Cartão de Visitas – Brigadista

Uma duvida muito comum para quem está iniciando no mundo das Artes Gráficas é como fazer o tão temido efeito de profundidade e volume!

Existem N formas de fazê-lo, mas, ao meu ver, a mais simples e que pesa menos é usando Bitmap.
Note que no cartão abaixo, a magueira, a lamina do machado e a tocha possuem esse efeito.

Como criar efeitos de profundidade rapidamente e com qualidade.

1- Depois de vetorizar a imagem,  faça uma linha acompanhando o silueta de onde houver a profundidade. Eu prefiro pegar a parte mais escura para trabalhar o volume, pois geralmente é a parte menos predominante.

2- Coloque a espessura da linha de acordo com a espessura da profundidade.

3- Depois de acertar a cor, converta em Bitmap.

4- Vá até o menu Bitmaps>Desfocar>Desfocagem Gaussiana.

5- Vai aparecer um pop-up na tela para que você controle o aumente a desfocagem. Movimente a seta ou acrescente os valores e clique em visualizar. Acompanhe o resultado e escolha o que se adequar melhor a sua imagem. No meu caso, o raio ficou em torno de 15 pt. Cada parte será distinta, claro… uma vez que cada caso é um caso!

6- Depois, basta colocar as desfocagens em power clip.

OBS: no caso da tocha, foi necessario criar uma forma geométrica para conseguir o efeito desejado. Foi criado uma forma similar a um trapézio e depois feito o procedimento acima, aplicando a forma desfocada dentro do trapézio.